sexta-feira, 11 de junho de 2010

Gênesis ...ainda



...quão longe seria o apocalipse se nem o começo presenciamos?

Nessa vida bio-sintética, vivemos a base de luz. Ao ponto onde comer se torna um detalhe, nos alimentamos da vibração luminosa de televisores. A hipnose é geral e o impulso do consciente coletivo nos leva na correnteza. Nunca sabemos. Nada nos sobra saber.

Porque não somos. O Uno não existe, assim como todos passam a não acreditar mais no Todo.
Simplesmente fatos teológicos implicam no âmago do ser, mas quando passamos a compara-los com outros fatores sociológicos quaisquer, percebemos respostas para perguntas um do outro.
O armazenamento de momentos, partículas de quarta dimensão, fatores que um dia obtiveram três. Já não existem mais. Mas continuam no limiar do real no raciocínio de todos.

Nossa percepção insiste em tentar achar uma verdade absoluta, uma resposta para o enigma. Diferenciar o certo do errado nos torna mais humano? Mas o que seriam estes fatores se não convenções criadas com único propósito de valorizar a nós mesmos apenas.
Nossos critérios totalmente especistas nos tornam como sempre, egocêntricos. Mas isso é errado? O que nos vale mais, se não nós mesmos?

O egoísmo é um traço da sobrevivência, nossa união e caridade não passa de uma megalomania da raça.
Nossa preocupação com o enfermo, ser hospedeiro, nos é válida apenas por não conseguirmos encontrar outro hospedeiro, enquanto este parece já não ter tanta energia para nos manter por muito tempo.

Não temos tempo para nos preocupar com tais coisas, a cegueira é uma dádiva. Simplesmente não é bom saber da verdade, ou algo além da verdade assumida. A meta é crescer. O destino é a Utopia idolatrada em versos de textos antigos. Qual a valia de nos tornarmos deuses, transformando a tudo que nos passa pela frente em inferno?

E porque me preocupo com tantos fatores se tais já estão encaminhados, nos trilhos do maquinário que nascemos conectados? Escrito está em nosso sangue: nosso método. Invariável da natureza humana. De que vale o infinito enquanto não descobrirmos seu fim. Hipocrisia? Humano!

Como pode um pequeno ser formando agora sua rede neural a base de poucos neurônios, de baixa sensibilidade e rapidez, pode se designar inteligente? Ele ainda nem tem noção de sua própria existência. É apenas um aglomerado, um ser pluricelular mal resolvido.

Como no começo de tudo, com uma visão superior percebemos, a vida está apenas começando...

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